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Governo Trump forçou Apple a entregar dados de democratas

Por Redação ZERO71 em 11/06/2021 às 07:04:38
Promotores do Departamento de Justiça dos EUA solicitaram à empresa dados pessoas de 2 congressistas, assim como de seus funcionários e familiares, segundo o 'The New York Times'. Brasão do Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) dos Estados Unidos na fachada da sua sede em Washington, D.C., em foto de 10 de maio de 2021

Andrew Kelly/Reuters

Durante o mandato do ex-presidente Donald Trump, promotores do Departamento de Justiça dos Estados Unidos solicitaram à Apple dados pessoas de dois congressistas democratas, assim como de seus funcionários e familiares, segundo o jornal "The New York Times".

Os políticos faziam parte do Comitê de Inteligência da Câmara de Representantes.

Adam Schiff era o principal democrata do comitê na época e grande opositor de Trump. Atualmente, ele preside o , e Eric Swalwell confirmou à CNN que foi o segundo afetado. "Fui notificado pela Apple de que eles apreenderam meus registros".

Segundo o jornal, funcionários que trabalhavam para o então procurador-geral do país, Jeff Sessions, fizeram grandes esforços em 2017 e no início de 2018 para encontrar a fonte dos vazamentos de informações confidenciais sobre contatos entre sócios de Trump e a Rússia.

Os oficiais do Departamento de Justiça conseguiram registros eletrônicos não apenas dos congressistas, mas também de seus funcionários e parentes, incluindo um menor de idade.

O "NYT" diz que investigadores provavelmente pensaram que os políticos usavam os aparelhos de pessoas próximas ou de seus filhos para esconder os contatos com jornalistas, mas a investigação não encontrou vínculos dos democratas do Comitê de Inteligência aos vazamentos.

Sem confirmar que foi um alvo da investigação, Schiff pediu que o inspetor geral do Departamento de Justiça revise "este e outros casos". O democrata afirmou Trump "tentou usar o Departamento como um bastão contra seus oponentes políticos e integrantes da mídia".

A democrata Nancy Pelosi, presidente da Câmara, também pediu uma investigação e chamou o caso de "horroroso". "Estas ações parecem ser outro ataque atroz à nossa democracia por parte do ex-presidente".

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Fonte: G1

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