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CPI da Câmara Municipal ouve três ex-médicos que denunciaram ações da Prevent Senior durante a pandemia

Por Redação ZERO71 em 25/11/2021 às 10:13:26
Walter Souza Neto, Andressa e George Joppert ajudaram na construção do dossiê entregue à CPI da Covid, em Brasília, e falaram ao Fantástico em outubro narrando uma rotina de medo, apreensão e insegurança após denúncias contra a operadora se tornarem públicas. Os médicos George Joppert, Walter Correa e Andressa Joppert, que trabalhavam para a Prevent Senior, falam ao Fantástico neste domingo (3).

Reprodução/TV Globo

aA CPI da Prevent Senior na Câmara Municipal de

A CPI da Prevent Senior na Câmara Municipal de São Paulo ouve nesta quinta-feira (25) três ex-médicos da operadora de saúde que ajudaram na confecção do dossiê que foi apresentado na comissão da Covid em Brasília, em setembro.

Walter Souza Neto, Andressa Joppert e George Joppert narram ao programa Fantástico, da TV Globo, em 3 de outubro, que sofriam pressão da operadora de saúde para a alta precoce de pacientes, a fim de diminuir custos e liberar leitos de UTI nos hospitais da empresa durante a pandemia (veja vídeo abaixo).

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Na entrevista, reafirmam a pressão para prescrição de "kit Covid" nos hospitais da empresa e confirmam que havia meta para que os médicos da empresa atendessem 60 pacientes por cada plantão de 12 horas nos hospitais.

George e Andressa Joppert também negam ter manipulado estudo polêmico da Prevent Senior sobre o "kit Covid" (veja detalhes clicando aqui).

O Hospital Sancta Maggiore do Paraíso, Zona Sul de São Paulo, pertencente à rede Prevent Senior.

Reprodução/TV Globo

O grupo de ex-médicos da Prevent Senior é composto por cerca de 12 pessoas, que são representados pela advogada Bruna Morato, que já prestou depoimento à CPI de Brasília e também na Câmara Municipal de São Paulo.

Nas duas CPIs, Morato disse que, no início da pandemia, a Prevent Senior passou a trabalhar em sintonia com o grupo que ficou conhecido como “gabinete paralelo da saúde”, e que assessorava o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

O objetivo, segundo ela, era difundir o uso de medicamentos ineficazes contra a Covid, passar uma falsa sensação de segurança, e assim evitar que fossem decretadas medidas de isolamento que prejudicassem a economia brasileira.

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Semana anterior

Na semana passada, outra ex-médica da Prevent Senior foi ouvida pela CPI da Câmara Municipal e disse que era contra a política da empresa de indicação “generalizada” de hidroxicloroquina e azitromicina para pacientes com Covid-19. Os medicamentos são comprovadamente ineficazes contra a doença.

“Desde o início eu discordava sobre o uso generalizado de hidroxicloroquina. Então eu optei por não participar [das pesquisas] e foquei as minhas atividades na infraestrutura, na prevenção, no uso de EPIs”, afirmou.

Carla Morales Guerra, médica infectologista ouvida pela CPI da Prevent na Câmara de SP, nesta quinta-feira (18)

Reprodução/TV Câmara

A infectologista Carla Morales Guerra afirmou na quinta-feira (18) que o kit-covid na Prevent Senior não era usado em pacientes graves internados, mas em pessoas com sintomas iniciais.

“Essa pressão da prescrição era mais para pacientes ambulatoriais, da telemedicina, e pacientes que passavam pelo pronto-socorro, não era para paciente internado”, afirmou.

A infectologista, que tinha cargo de chefia na área, deixou a operadora de saúde em setembro deste ano. Segundo ela, era de sua responsabilidade a organização de fluxos nos hospitais, mas não o atendimento direto dos pacientes.

Em nota, a Pevent Senior afirmou que nunca obrigou médicos a prescrever os medicamentos. "A discordância da médica Carla Guerra e a afirmação do Dr. Saulo Oliveira, que não prescreviam hidroxicloroquina, são provas do respeito à autonomia médica pela Prevent Senior. A Prevent Senior nunca obrigou seus médicos a prescrever quaisquer remédios ou atendimentos", disse a empresa.

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Fonte: G1

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