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EUA vão mudar regras de viagens para conter ômicron

Por Redação ZERO71 em 01/12/2021 às 10:51:40
CDC afirmaram na terça-feira que vão exigir um resultado negativo de teste de Covid-19 feito pelo menos 24 horas antes do embarque dos passageiros com destino ao país. Após reunião com Anvisa, governo decide esperar antes de novas medidas contra Ômicron

Passageiros de aviões destinados aos Estados Unidos enfrentarão regras de exames de Covid-19 mais rigorosas e mais países endurecem o controle das fronteiras em meio à incerteza a respeito da variante Ômicron do coronavírus e de sua capacidade de driblar a proteção das vacinas.

O presidente Joe Biden disse que na quinta-feira ele vai anunciar quais os planos para reforçar a segurança nos voos para combater a pandemia. Não se sabe ainda quais medidas ele vai anunciar, mas há um pedido de um órgão de governo para que seja alterada a regra de teste para viajantes estrangeiros.

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) dos EUA afirmaram na terça-feira (30) que vão exigir um resultado negativo de teste de Covid-19 feito pelo menos 24 horas antes do embarque dos passageiros com destino ao país.

Jason McDonald, o porta-voz, disse que o órgão quer mudar a forma atual como se testam os viajantes enquanto se aprende mais sobre a variante ômicron. "Uma ordem (de regras para voar) revisada iria diminuir o tempo máximo obrigatório do teste para todos os viajantes internacionais para um dia antes da partida para os EUA", ele disse.

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Cortesia Hospital Bambino Gesù de Roma

Japão e Hong Kong disseram que aumentarão as restrições de viagem e a Malásia proibiu temporariamente viajantes de países considerados em risco. O Japão, que já havia suspendido a entrada de todos os estrangeiros, relatou seu segundo caso da nova variante nesta quarta-feira.

Outros países se preparam para mais casos: a Austrália disse que ao menos duas pessoas já provavelmente infectadas visitaram locais de Sydney e a Dinamarca disse que uma pessoa infectada participou de um grande concerto.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse que "restrições de viagem generalizadas não impedirão a disseminação internacional e impõem um fardo pesado sobre vidas e meios de sustento", mas também aconselhou pessoas indispostas, em risco, de 60 anos ou mais e que não se vacinaram a adiarem viagens.

Investidores continuavam tensos nesta quarta-feira, apesar de os mercados financeiros terem reagido a quedas bruscas do dia anterior ocorridas na esteira de comentários do presidente-executivo da Moderna, que expressou dúvidas sobre a eficácia das vacinas contra Covid-19 no combate à Ômicron.

Desde então, autoridades de saúde globais ofereceram garantias e reiteraram apelos para que as pessoas se vacinem.

"Nossa melhor forma de defesa continua sendo nossas vacinas", disse o secretário da Saúde britânico, Sajid Javid, ao canal Sky News.

"É possível, claro, é possível que sejam menos eficazes. Simplesmente ainda não sabemos com certeza. Mas também é muito provável que continuem eficazes contra doenças graves", disse.

Emer Cooke, diretora-executiva da Agência Europeia de Medicamentos (EMA), disse que ao longo das próximas duas semanas análises de laboratório indicarão se o sangue de pessoas vacinadas tem anticorpos suficientes para neutralizar a nova variante.

A União Europeia adiantou o início de sua vacinação de crianças de 5 a 11 anos em uma semana, reagendando-a para o dia 13 de dezembro.

Empresas pesquisam novas vacinas

O presidente-executivo da BioNTech disse que a vacina que a empresa faz em parceria com a Pfizer provavelmente proporcionará uma proteção forte contra doenças graves decorrentes da Ômicron.

Tanto o Reino Unido quanto os EUA ampliaram seus programas de doses de reforço em reação à nova variante.

Relatada primeiramente no sul da África uma semana atrás, a Ômicron ressalta a disparidade entre grandes iniciativas de vacinação em países ricos e a inoculação esparsa no mundo em desenvolvimento.

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Fonte: G1

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