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Conheça Mariamma Fonseca, ilustradora baiana que venceu o Prêmio Jabuti

Por Redação ZERO71 em 02/12/2021 às 18:37:44
Amma, como assina as ilustrações, conquistou a premiação ao lado da escritora Angélica Kalil, com a obra "Amigas que se encontraram na história". Conheça Mariamma Fonseca, ilustradora baiana que venceu o Prêmio Jabuti

Arquivo Pessoal

A ilustração era um hobby na vida da baiana Mariamma Fonseca, de 34 anos, vencedora do 63º Prêmio Jabuti, que é a mais importante premiação literária do país, promovida pela Câmara Brasileira do Livro (CBL). Ao lado da escritora Angélica Kalil, ela venceu a categoria juvenil com a obra "Amigas que se encontraram na história".

Durante o período da faculdade, quando cursou jornalismo em Minas Gerais, a visão para o mundo dos desenhos mudou e ela viu que a ilustração poderia se tornar algo profissional. Por causa disso, fez o curso técnico de artes visuais.

"Desenhava nas paredes do meu quarto quando era criança, meus pais sempre me deram liberdade. Eu não via ilustração como profissão, vim para o jornalismo para ter uma segurança", explica.

'Amigas que se encontraram na história' ganhou o Prêmio Jabuti na categoria juvenil

Arquivo Pessoal

Natural de Eunápolis, no sul da Bahia, Amma, como assina as ilustrações, disse que foi uma grande surpresa conquistar o 63º Prêmio Jabuti.

"Um livro com um viés feminista, a gente pensa que não tenha tanto lugar no mercado", pontua.

"Esse foi um trabalho que a gente lançou durante a pandemia, em 2020, então também tinha esse medo de alcance, já que não teve como fazer lançamento presencial", diz.

Este é o segundo livro de Amma em parceria com Angélica, porém é o primeiro a ser publicado por uma editora. Segundo ela, o anterior foi publicado de maneira independente. "A editora tem esse objetivo de publicar mulheres, a equipe também é composta por mulheres", destaca.

Ilustração e representatividade

Ilustradora Mariamma Fonseca e sua filha Iara, de nove anos

Arquivo Pessoal

Amma começou a trabalhar com ilustração em 2017. Para ela, é uma grande responsabilidade desenhar de uma maneira plural, fora dos estereótipos da sociedade.

"Quando criamos uma ilustração temos muita responsabilidade de representar, fora dos estereótipos principalmente, e trazer temas que agreguem, não só para crianças, mas também para adolescentes e adultos".

A baiana destaca que trabalhou "com história em quadrinhos muito tempo, falando da representatividade de mulheres". Para além do trabalho, Amma também gosta de estudar sobre o feminismo para agregar na educação da pequena Iara, de nove anos.

"Quando tive Iara passei a consumir e estudar para trazer para dentro de casa. [Procuro sempre ler para ela] livros que falem sobre diversidade, que traga pluralidade para a história

Amma também relata que trabalhar como ilustradora permitiu que ela passe mais tempo na companhia da filha, já que trabalha de casa.

Amor pela leitura e biblioteca comunitária

Biblioteca comunitária, em Eunápolis, no sul da Bahia

Arquivo Pessoal

Apesar de morar em Belo Horizonte com a filha, a família de Amma segue em Eunápolis, na Bahia. O gosto pela leitura veio por incentivo dos pais, que sempre leram para ela.

"Apesar da minha cidade não ter livraria, eu tinha uma família leitora. Meu pai e minha mãe sempre contavam histórias para mim. Meu pai escreve música, poesia, mas nunca publicou um livro, no entanto, esse contato [desde cedo com os livros] me influenciou [bastante]".

Questionada sobre qual seria seu livro favorito, a baiana destacou que leu durante a infância, o primeiro foi "O menino maluquinho", de Ziraldo, e "O Menino do Dedo Verde", de Maurice Druon.

Sobre a falta de lugar para comprar livros na cidade natal, Amma diz que isso fazia com que ela buscasse livros em outros lugares e, quando o pai viajava, costuma trazer livros de presente para ela.

Com o objetivo de incentivar o hábito da leitura e tornar ela acessível em Eunápolis, a baiana criou, junto com a família, uma biblioteca comunitária.

"Entrei com um projeto para a gente captar recursos e meu pai trouxe outros projetos que a gente vai alimentando [a biblioteca]".

"É um espaço cultural, além da biblioteca tem roda de leitura. [Também] estamos criando um espaço novo, na área rural, próximo à cidade, que deve começar a ter aula de música, arte e agricultura familiar", comenta.

Para o futuro, Amma disse que pretende lançar um novo livro em parceria com Angélica.

"Já estamos escrevendo uma HQ minha e de Angélica, que é 'Amigas 2', porque conseguimos passar no edital do [Programa de Ação Cultural de São Paulo] ProAc, do governo de São Paulo".

Autora Angélica Kalil, que ganhou o prêmio ao lado de Amma

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Fonte: G1

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