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Após tirar Bolsonaro de jingle, Russomanno diz que ele estará em seu programa de TV

Por Redação ZERO71 em 28/10/2020 às 14:13:32

Candidato repetiu por cinco vezes que não está mudando sua estratégia de campanha Depois de tirar o nome de Jair Bolsonaro de seu jingle, o candidato do Republicanos à Prefeitura de São Paulo, deputado Celso Russomanno, negou nesta quarta-feira que esteja escondendo o presidente de sua campanha, diante do aumento de sua rejeição e queda em intenção de voto. Russomanno afirmou que Bolsonaro será exibido em seu programa de televisão, mas que não sabe quando isso ocorrerá.

O candidato repetiu por cinco vezes que não está mudando a estratégia de sua campanha. "Não mudou", reiterou a jornalistas, depois de participar de um café da manhã promovido pela União Brasileira de Feiras e Eventos de Negócios na capital paulista. "Ele [Bolsonaro] inclusive estará em meu programa. Não sei a data exatamente, mas vai aparecer", disse.

Celso Russomanno

Reprodução / Facebook

Na segunda-feira, no entanto, o marqueteiro da campanha, Elsinho Mouco, afirmou ao Valor que a estratégia da campanha havia mudado. Elsinho disse que a candidatura deixará Bolsonaro em segundo plano e passará a apostar nos ataques às gestões do prefeito e candidato à reeleição, Bruno Covas (PSDB), e do ex-prefeito e governador paulista, João Doria (PSDB).

Nesta semana, a campanha de Russomanno começou a omitir o nome do presidente no jingle, depois que o Datafolha divulgou pesquisa, na quinta-feira, mostrando a queda das intenções de voto no candidato de 27% para 20%, em duas semanas, e o aumento da rejeição de 29% para 38%.

Foi a primeira pesquisa do Datafolha em que o prefeito e candidato à reeleição, Bruno Covas (PSDB), apareceu numericamente à frente de Russomanno, com 23% das intenções de voto. Os dois candidatos, no entanto, estão empatados tecnicamente. Até então, Russomanno havia colado sua imagem à de Bolsonaro e no jingle da campanha citava três vezes o nome do presidente.

Em São Paulo, a administração Bolsonaro é desaprovada por quase a metade da população: 48% a avaliam como ruim ou péssima, segundo pesquisa Ibope divulgada há duas semanas, no dia 15.

Auxílio paulistano

Russomanno contrariou novamente seu marqueteiro ao falar da proposta de auxílio paulistano e negou que o valor do benefício será de 20% do auxílio emergencial federal em 2021 – caso o benefício seja mantido por Bolsonaro. Se seguisse essa regra dos 20%, anunciada por Elsinho, o valor seria o menor entre os que prometidos pelos candidatos à Prefeitura de São Paulo, de R$ 60 (com base nos R$ 300 atuais do auxílio emergencial).

O valor é mais baixo do que os R$ 100 prometidos pelas campanhas do PT e do PSDB e da renda de até R$ 400 do candidato do Psol, Guilherme Boulos. "Ele [Elsinho] não pode falar isso. A gente não tem cálculo. Vai depender da negociação com o governo federal", disse Russomanno.

Questionado pela reportagem sobre o valor do benefício, o candidato negou-se a responder e disse que não poderia prometer nada agora. "Não dá para dizer", afirmou. "A gente não pode discutir número sem antes negociar com o governo federal."

Russomanno disse que sua promessa "não é vazia", mas não detalhou como pretende financiá-la. Segundo o candidato, os recursos viriam de uma renegociação do pagamento da dívida do município com a União – que pode ser demorada e não há garantias de a equipe econômica do governo federal aprovar.

"Meu compromisso é de em 1º de janeiro bater na porta do governo federal e discutir quais são as exigências do Ministério da Economia para que a gente possa fazer essa renegociação", afirmou.

Fonte: Valor

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